Com interesse em
reunir investidores anjos, o engenheiro e empreendedor Cassio Spina criou o
Anjos do Brasil, uma comunidade virtual focada em startups
Ideias inovadoras
que podem render bons resultados há várias. Mas o empurrãozinho financeiro para
que elas se tornem realidade é o que falta. Quem se torna investidor chega a
ser chamado até de anjo. Com interesse em reunir esses interessados angelicais,
o engenheiro e empreendedor Cassio Spina criou o Anjos do Brasil, uma
comunidade virtual focada em startups.
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| Cassio Spina é o criador do Anjos Brasil (FOTO: Felipe Spina) |
Percebendo a demanda
por informações sobre como investir em potenciais empreendedores, Cassio
resolveu transformar seu blog em uma organização sem fins lucrativos para
disseminar conhecimento e melhores práticas. De quebra, a ideia ainda serviria
como forma de conexão entre os investidores anjos e empreendedores.
“A Anjos do Brasil
apoia de diferentes formas, como: capacitando tanto empreendedores, quanto
investidores; fazendo a ponte de contato entre empreendedores e investidores;
parcerias para disseminação do conhecimento; apoio a criação de políticas
públicas. Compartilhando experiência e conhecimentos com empreendedores, a
organização cria uma rede de relacionamento, com alto potencial de impacto em
aporte financeiro e intelectual”, detalha.
A organização se
tornou a maior no segmento em todo o país. Ao realizarem um levantamento sobre
o mercado, relataram que houve um crescimento no número de investidores anjos
no Brasil de 9%, passando de 6.450 pessoas para 7.060. No ano anterior, o
crescimento apontado foi de 2,3%. O valor médio por investidor também aumentou:
passou de R$ 96 mil no período 2012/2013 para R$ 97.500 em 2013/2014, um
aumento de 2%.
PROJETOS
A seleção de cada
negócio é feita a partir da avaliação da oportunidade de mercado. Deve ser
analisado se existe uma grande necessidade da solução apresentada, se a ideia
tem inovação que gere um diferencial competitivo e a capacidade de execução dos
empreendedores, através do que eles já conseguiram fazer com seus recursos
próprios, por menores que sejam.
“Recomendamos que o
investidor anjo sempre seja minoritário no negócio, pois interessa para ele que
os empreendedores estejam sempre muito motivados para se dedicarem totalmente
ao negócio. Mas é claro que o anjo também espera ter um bom potencial de
retorno, assim, em média um investidor anjo recebe entre 15% a 35% de
participação, conforme o montante investido, estágio do negócio, resultados
obtidos previamente”.
PERFIL
Para ser investidor
não basta apenas querer apostar. É necessário ter conhecimento na área em que
quiser investir, para ajudar na avaliação se há ou não prosperidade. Além
disso, os anjos devem pesquisar sobre o negócio: se há inovação e um mercado
amplo, se é escalável ou tem potencial de crescimento. “O investidor anjo sempre
faz investimentos em troca de participação societária, assim ele se tornará um
sócio da empresa, mas não executivo”.
Para participar da
comunidade virtual, os interessados em investir devem visitar o site da
organização e ter acesso aos projetos dos empreendedores. “Poderá optar pelas
categorias de membro iniciante ou líder, efetivando uma contribuição mensal de
R$ 100 e R$ 200 respectivamente. Temporariamente não estamos cobrando taxa de
inscrição inicial para novos membros; em breve passará a ser aplicada taxa de
uma anuidade para novas inscrições”, explica.
Já as aplicações em
projetos são em torno de R$ 10 mil a R$ 100 mil por empresa. Entretanto, o
investimento é feito em conjunto com outros investidores, totalizando entre R$
100 mil a R$ 500 mil, podendo chegar até a R$ 1 milhão, em rodadas adicionais.
Pelo menos a aposta não é de alto risco, mesmo tendo chances de dar errado.
Fonte: Tribuna do Ceará


